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O papel da alimentação na prevenção do câncer de mama

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o tumor que mais acomete as mulheres. Se diagnosticado e tratado precocemente, o prognóstico em geral é bom.

Existem os riscos não modificáveis — relacionados à idade, genética, história familiar, raça etc. — e os modificáveis, que são aqueles que podem ser diminuídos conforme o estilo de vida e as decisões da própria pessoa, como ser mãe antes dos 30 anos, amamentar, evitar o uso de álcool, praticar atividade física, manter um peso saudável.

Além disso, ingerir alimentos de boa qualidade tem papel fundamental na prevenção do tumor. Tente, aos poucos, incluí-lo em sua dieta. Pode fazer diferença no futuro.

Peixes

Segundo estudo recente do periódico British Medical Journal (BMJ), comer duas porções de atum, salmão ou sardinha por semana pode ajudar a reduzir o risco de uma mulher desenvolver a doença. A explicação deve-se ao fato de que esses peixes contêm gordura insaturada, que, ao contrário da gordura saturada, faz bem à saúde. Além disso, a sardinha é rica em vitamina D, um proto-hormônio que pode interferir no crescimento do câncer.

Brócolis, couve, repolho

A ingestão regular de couve, brócolis e repolho pelo menos uma vez por semana também pode diminuir o risco de ter câncer de mama. Um estudo feito com 5 mil mulheres suecas apontou que o consumo de uma ou duas porções diárias está associado a um risco 40% menor de câncer de mama. Essas hortaliças são boas fontes de nutrientes – como vitamina C, carotenoides precursores de vitamina A, fibras, cálcio e ácido fólico –, e seu poder preventivo viria da abundância de moléculas fitoquímicas capazes de eliminar substâncias tóxicas que induzem o câncer.

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Frutas

Esse grupo de alimentos contribui para a prevenção na medida em que fornece menos calorias, mais fibras e auxilia na manutenção de peso saudável. A recomendação da Sociedade Americana de Câncer é consumir cinco porções de frutas por dia.

Fibras

São necessárias mais pesquisas, mas estudos sugerem que as fibras contribuem para o aumento da excreção de estrogênio, o que implica em menor risco de câncer de mama. A American Dietetic Association (ADA) estabelece como recomendação o consumo de 25 a 30g de fibras por dia, sendo 30% desse valor de fibras solúveis , encontradas principalmente na aveia e em frutas como abacate, pera e banana. A dica é inserir um produto rico em fibras, como pão integral e cereais, em todas as cinco refeições que você fizer no dia.

Gordura, não!

Evite consumir alimentos muito gordurosos como pastéis, lanches, leite integral e doce de leite. Evidências científicas relacionam o consumo excessivo de gorduras com o aumento dos índices de câncer de mama, especialmente na pós-menopausa, quando há maior correlação entre o teor de gordura da dieta e os níveis séricos de estradiol, hormônio ligado ao crescimento de tumores.

Menos carne vermelha

O alto consumo desse alimento pode contribuir para o ganho de peso e estímulo de processos inflamatórios no organismo, fatores de risco para o desenvolvimento da doença. O Instituto Americano de Pesquisas em Câncer (AICR) recomenda o consumo limitado de carnes vermelhas a 300g por semana, o que equivale a três bifes grandes. Atenção: a medida é por semana!

  • Autor: Estadão